sábado, 4 de outubro de 2008

O PREGO



Qual é a verdadeira dimensão das coisas? Qual a importância dos detalhes? Até que ponto é fato a teoria do caos, em que o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode gerar um furacão na Ásia? Eu não sei, não tenho respostas nem pra mim nem pra ninguém, mas acho interessante o pequeno poema abaixo, escrito por George Herbert em 1651 e originalmente intitulado "The Nail".

Pense nisso...


"O PREGO

Por falta de um prego,
perdeu-se uma ferradura.

Por falta de uma ferradura,
Perdeu-se um cavalo.

Por falta de um cavalo,
Perdeu-se um cavaleiro.

Por falta de um cavaleiro,
Perdeu-se uma batalha.

E assim um reino foi perdido.
Tudo por falta de um prego."

domingo, 28 de setembro de 2008

"Hurricane Jane" - Black Kids



A despeito do que as rádios brasileiras nos levam a acreditar, ainda há muita música boa pra ser tocada nesse mundo!!! Black Kids, som de primeira vindo das terras do Tio Sam, já ganhou presença constante no meu MP3.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Embora



Um trecho de Mário Quintana pra você. Eu não tô podendo, então vou me aproveitar de algo que ele escreveu. Não tem problema, de qualquer jeito, ele disse o que eu queria dizer:

(...)

É a mesma a ruazinha sossegada.
Com as velhas rondas e as canções de outrora...
E os meus lindos pregões da madrugada
Passam cantando ruazinha em fora!
Mas parece que a luz está cansada...
E, não sei como, tudo tem, agora,
Essa tonalidade amarelada
Dos cartazes que o tempo descolora...
Sim, desses cartazes ante os quais
Nós às vezes paramos, indecisos...
Mas para quê?... Se não adiantam mais!...
Pobres cartazes por aí afora
Que inda anunciam: - Alegrias - Risos
Depois do Circo já ter ido embora!...

(...)
Você entendeu? Você captou? Se não, não tem problema, pode deixar... quem devia entender, entendeu, seja como for. Tenho certeza disso.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pão



Juras de amor eterno são feitas com a mesma facilidade com a qual se pede pão na padaria, e costumam durar tanto quanto este.

Exemplos contrários serão sempre bem-vindos. Dali e Gala? Dali e Gala, possivelmente. Só pra constar, Dali ilustra este post.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bukowski



Venho aqui trazer para vocês mais um poema do velho safado, Charles Bukowski. Dessa vez, publico inspirado por uma amiga que postou este mesmo poema em seu blog há um tempinho. Mandou bem.

Cause and Effect
(Charles Bukowski)

the best often die by their own hand

just to get away,
and those left behindcan never quite understandwhy anybodywould ever want to
get away
fromthem

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Germíandras



Germíandras são afucelhos biliais agrupados na epinestrose, um ramo do estudo galêutico antinonímico das verdades antropofônicas colastosas, que por sua vez se desenvolveu de uma dissidência ornótica da pseudologia auril, responsável por avaliar as ulinímias de tordetos e pióis (assunto rico devido à anuação liota, quase sempre tripla). Mas tendo em vista que os tordetos e os pióis já foram analisados exaustivamente por H. Romeu Pintchu, vamos falar um pouco mais sobre as germíandras.

Como todos sabem, germíandras e germiálios costumam surgir adeutinamente em crosbelhos arbustosos, mas nunca impoerimente. Quando aparecem, as germíandras permanecem estagnadas, aguardando o momento mais apropriado para relufar em um hospedeiro. Uma vez prenidas a um sistema lufoso, as germíandras coartam em pares, forçando seu hospedeiro a juir um trobago, mesmo que não esteja acompanhado de um gulió.

A habilidade de relufação das germíandras é tal que, mesmo em ambientes inóspitos, elas entiorpam cruzóides sem distinção, prolerando argúsias délicas capazes de produzir e espalhar fagutos a distâncias transatlânticas. É nesta ocasião que se dá, finalmente, a fase fivativa do ciclo das germíandras, que nunca se desfazem sem deixar ao menos um faguto apto ao ciclo sôndrico.

No próximo capítulo, trataremos das variações ariastosas de perilerinos louvosos pluriformes.

sábado, 24 de maio de 2008

Enganoso



"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem poderá conhecê-lo?"
Jeremias 17:9