quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Light


Prólogo: Para solicitar a transferência de responsabilidade e a religação da luz, por telefone o atendente me instruiu a comparecer em uma das (vou chamar de "lojas") lojas da Light levando minha identidade e meu CPF, bem como cópias destes. Fui na do Metrô do Largo da Carioca, me parecia mais prático. Foi tudo rápido e simples, não precisou das cópias dos documentos pra nada. Saí de lá com um papel comprovando o atendimento, os números de protocolo e a informação de que dentro de 48hs uma equipe da empresa iria lá em casa religar o fornecimento de energia.

É aqui que começa a história...

Como contei no post anterior (Síndica), recebi o imóvel sem luz e sem interfone. Eu não sabia de nada do funcionamento da vila, mas sabia que a caixa onde a equipe da Light deveria mexer estava aqui dentro, pois o local é velho demais (nas contruções menos antigas, esses contadores passaram a ser instalados em área externa, justamente para que a Light possa cortar ou religar a energia sem depender a presença do consumidor). Eu ainda estava morando no antigo apê, então o jeito foi acordar às 7:30hs e partir pra vila para ficar de plantão na escadaria, olhando para o portão principal. Levei livro, levei MP3, mas nada vencia o tédio e a bunda doendo no degrau torto de cimento. Alguns vizinhos passavam e cumprimentavam, outros sequer respondiam ao meu cumprimento. Tudo bem, até aí normal. Vez ou outra eu saía para o boteco ao lado, pedia um pão com ovo, dois pães com manteiga, café com leite, coca-cola, coisas desse tipo iam virando meu café da manhã, almoço e jantar pois, não sei se vocês se lembram, a equipe poderia chegar a qualquer momento entre 8hs e 20hs.

Primeiro dia: nada.

Segundo dia: o relógio já marcava 15hs e nada de Light. Liguei pra lá.

- Alô, boa tarde... Meu nome é Marcos e eu solicitei que religassem a luz da casa pra onde me mudei, mas até agora ninguém veio.
- O senhor poderia estar me informando quando foi feita a solicitação?
- Terça-feira passada.
- A que horas, senhor?
- A que horas? Sei lá, de tarde.
- O senhor pode estar me passando o número do protocolo do serviço?
- Tenho dois aqui, um de religação e outro de transferência de responsabilidade, não diz qual é qual. São número blá e número blá blá blá.
- Só um momento senhor... (um momento)... Senhor, aqui consta a religação no endereço tal, solicitada em nome da Srª Gilda. Confere?
- Gilda?! Não, Gilda era a antiga moradora, eu pedi a transferência de responsabilidade para o meu nome!
- Entendo, senhor. O que acontece: o fato da solicitação estar em nome da Srª Gilda não impede a religação, mas consta no sistema que o pedido foi feito às 17:12hs do dia quatro, então ainda estamos dentro do prazo para a religação, senhor, que é de 48hs a partir da solicitação.
- Então só se depois das cinco da tarde ninguém tiver vindo é que posso ligar pra cobrar?
- Exatamente senhor.

O relógio marcou 17:13hs e liguei novamente.

- Olha, aconteceu isso e isso e isso... já se passaram as 48hs e ninguém veio aqui.
- Só um minuto que estarei verificando o andamento da solicitação, senhor.
(1 minuto)
- Senhor, consta aqui no sistema uma notificação de que a equipe esteve no local no dia seis deste mês mas não encontrou a síndica para pegar a chave que abre o CP.
- Mas peraí, isso é impossível! Dia seis é hoje! EU estou aqui de plantão esse tempo todo e não vi ninguém! Aliás, eu também já tinha me informado com a síndica de que não era necessária chave nenhuma, o marcador fica dentro da minha casa, é lá que eles vão mexer.
- Bom, senhor, é o que consta aqui.
- Mas isso é falso! NINGUÉM esteve aqui! E agora, o que acontece?
- Bom, senhor, com esta notificação, é reaberta a contagem de 48hs para que a equipe esteja realizando o serviço. O prazo passa a ser dia oito.
- Isso é um absurdo, eu afirmo que não esteve equipe nenhuma aqui! Já que essa ligação está sendo gravada, quero deixar registrado que eu vou ligar para a ouvidoria da Light agora mesmo para fazer uma queixa!

Desliguei e lá fui eu ligar pra ouvidoria da Light. Digita número praqui, digita número prali, quando eu acho que cheguei em algum lugar, entra uma gravação dizendo que posso acompanhar o processo através da internet (não, LIGHT! Eu NÃO POSSO acompanhar pela internet porque minha casa está SEM LUZ!), e a ligação desliga-se sozinha ao fim da mensagem. Ok, liguei de novo, digitei tudo de novo, mas desta vez segui outro caminho que me redirecionava "para um de nossos atendentes". Chamou. Chamou. Chamou, chamou, chamou, ninguém atendeu, caiu a ligação. Tentei de novo. Não consegui de novo. Tentei. Não consegui. Tentei. Não consegui...

Como eu já estava muito puto e não conseguia reclamar da Light na ouvidoria da Light, fui ligar para a ANEEL, que é a agência reguladora própria para vigiar as companhias fornecedoras de energia.

- Alô, boa tarde... meu nome é Marcos e estou ligando para me queixar sobre a Light.
- Qual seria a queixa, senhor?
(expliquei a situção sobre a falsa notificação de comparecimento e sobre a ouvidoria que sequer atende as chamadas)
- Entendo, senhor. Qual o prazo que lhe foi dado para a realização do serviço?
- 48hs.
- Que já expirou?
- O prazo original já, mas agora eles reabriram a contagem por mais 48hs sob a alegação de terem comparecido aqui, o que não ocorreu.
- Então não posso estar recebendo sua queixa, senhor, pois o serviço ainda está dentro do prazo informado.
- Mas a queixa é justamente essa! Eles só reabriram a contagem porque informaram lá que estiveram aqui e não encontraram ninguém, mas isso é mentira, ninguém veio aqui!
- Entendo, senhor, mas uma vez que reabriram a contagem deste prazo, o senhor só poderá estar registrando uma queixa caso eles não cumpram esse novo prazo.
- Meu Deus, isso é muito absurdo... Mas e quanto ao fato de a ouvidoria da Light não me atender? Posso reclamar disso? Afinal, é dever da ouvidoria atender os consumidores que vão reclamar da Light.
- Infelizmente, senhor, este procedimento só poderá estar sendo realizado se houver de fato a perda do prazo para a prestação do serviço.
- Mas a queixa agora é outra! Antes eu estava reclamando da notificação falsa dos funcionários da Light, agora eu estou falando do fato de que a ouvidoria da Light não funciona! Não é justamente com vocês que devemos contar para "estar vigiando" esse tipo de desrespeito ao consumidor?
- Se o senhor for o titular da conta, podemos estar registrando essa queixa agora mesmo, senhor.
- ... Bom, acontece que na última vez em que liguei pra Light, me informaram que meu pedido de transferência de responsabilidade não tinha sido realizado também.
- Sinto muito, senhor, mas não posso estar fazendo nada a respeito se o senhor não for o titular da solicitação do serviço, apenas o titular pode dar queixa.
- Então tá... esquece... eu desisto, deixa pra lá. Vou continuar aqui esperando.
- Algo mais em que eu possa estar ajudando o senhor?
- ...

É piada, né? Olha, eu vou falar uma coisa pra vocês... Há um tempo que eu não me sentia assim tão desamparado como ao fim daquela ligação. Você tem apenas UMA companhia que fornece eletricidade ao estado do Rio de Janeiro, e os elementos desta companhia te fazem perder tempo e cagam pra você. Daí você tem a ouvidoria da tal companhia, cuja função é ouvir você para garantir o bom funcionamento da própria, mas eles fingem que não existem (ou fingem que VOCÊ não existe) e cagam pra você. Já beirando a revolta, você finalmente recorre ao topo, à última instância, à agência regulamentadora que deve vigiar o funcionamento da já citada companhia, e eles se fazem de malucos, surdos, sei lá, em resumo, eles cagam pra você também. Não havia mais nada que eu pudesse fazer, apenas me sentar novamente na escada, esperar dar 20hs para poder ir pro apê e no dia seguinte voltar às 8hs da manhã...

Por fim, no dia seguinte veio o cara do interfone consertar o dito cujo, mais ou menos às 10hs da manhã. Com interfone funcionando, eu poderia aguardar dentro da casa, que era menos ruim do que na escada ao ar livre e sem ter onde encostar. A piada mesmo fica no fato de que a equipe da Light chegou 40 minutos após o conserto do interfone.

Epílogo: Com luz no imóvel, pude providenciar a mudança pesada, especificamente por causa da geladeira. Foram cerca de dois dias e três horas de uma verdadeira provação rumo à iluminação. Agora etávamos eu, geladeira, armário, mesa de jantar, estante, cama, fogão e gatos, finalmente todos lá. Infelizmente estava também, ali, junto de nós, marcando sua presença de forma incômoda e pungente, a impressão de que no Brasil não há prestadora de serviços que preste, de que não temos a quem recorrer em busca de socorro, de que estamos irremediavelmente indefesos à mercê delas. Como concluiu meu amigo blogueiro marioelva, numa "democracia" você até pode, sim, demandar os seus direitos, só que ninguém vai te ouvir.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Síndica



Olá, voltei do ostracismo. Acabo de passar por um processo de mudança que me custou muito mais tempo e dinheiro do que qualquer um gostaria. Por outro lado, me rendeu algumas histórias que pretendo contar aqui numa série de crônicas. Que tal?

Começarei com meu primeiro contato com a síndica desta vila. Muito simpática. Me referi à vila.

Antes de começar a mudança mudaaaaaança mesmo, comecei a resolver as questões necessárias para a sobrevivência, como a religação da eletricidade no imóvel. Acontece que o interfone da casa estava quebrado, e como os funcionários da Light poderiam chegar a qualquer momento entre 8hs e 20hs dentro de um período de dois dias, ficava eu sentado lá na escadaria principal da vila, olhando para o portão. Até saía para comer algo no boteco do lado, mas sempre olhando para o portão. Foi bom do ponto de vista de que acabei conhecendo metade dos moradores do local. Foi ruim do ponto de vista de que talvez eu passe a ser conhecido como o maníaco da escada.

Na dúvida de onde exatamente os funcionários da Light deveriam mexer pra religar a luz, fui perguntar ao zelador que reformava a entrada principal quem era a síndica e onde eu a encontraria. Neste exato momento entra uma senhora para quem o zelador prontamente aponta e diz "olha ela aí, Dona Fulana o nome dela." E daí a conversa seguiu assim:

- Olá, a senhora é a síndica? Dona Fulana?
- O que foi?!

Esse "o que foi?" foi dito num tom que misturava tédio absoluto, desdém parcial e um sublime ódio sem alvo específico.

- Meu nome é Marcos e sou novo morador da casa tal, bloco tal... É o seguinte: estou aqui esperando a Light pra religar a luz e queria saber se preciso de alguma chave pra abrir essa caixa de força aqui.
- Pra que que você quer a chave daqui?! Não tem nada que abrir caixa de força nenhuma! Essa caixa aqui é do controle das luzes da vila, do pátio, das escadas! Na casa tem medidor dentro, é lá que mexe! E você tem que mandar consertar seu interfone, tá com defeito e dando retorno aqui no interfone da entrada!
- Sei disso, o conserto já foi solicitado. Por acaso o interfone lá vai funcionar mesmo sem eu ter luz em casa?
- Acho que não, você tem que mandar a Light religar logo a sua luz.
- Mas então, é isso que estou esperando aqui na escada o dia inteiro, que a Light venha religar minha luz para que quando o cara do conserto chegue possa testar seja lá o que for.
- Mas você tem que mandar ele consertar logo porque não é pra você ficar sentado aqui na escada esperando a Light, tem que aguardar a Light em casa.
- Sei... então deixa eu ver se entendi, a senhora tá me dizendo que tenho que consertar o interfone logo para que eu possa esperar em casa que a Light venha religar minha luz para que então eu possa consertar meu interfone.
- É.

Dei a conversa por encerrada com um sorriso amarelo condescendente e uma lenta piscada de olhos e um "ok, então, muito obrigado".

Era apenas a primeira de muitas bizarrices que eu teria que ouvir nas semanas que se seguiram... Na próxima postagem: Light.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Beethoven - Moonlight Sonata (first movement) solo piano



Eu, minha quarta garrafa de Bohemia Escura e a primeira hora da madrugada não podemos negar: alguns momentos de nossas vidas são ainda mais tristes do que os outros. Na verdade, eu estava numa boa, até que me deparei com este piano enquanto pensava "o que procurar na internete quando não sei mais pelo que procurar?". Dizem que quem procura, acha.

Maldita internete. Maldito Beethoven... Quem lhe deu o direito de compor isso?

Façam como eu e olhem pras barrinhas coloridas durante a música, ajuda a não mergulhar tão fundo.

Rá rá rá, ingênuos... Não adianta nada não.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

.apenas



Caindo totalmente na minha prória contradição, confesso que preciso escrever aqui meus achismos sobre o tão falado filme de estréia de Matheus Souza, cujo título se escreve ".apenas o fim.", com um ponto no começo e outro no... fim.

Não foi a simples presença de Erika Mader que me levou à sessão das 18:45 do Odeon naquela terça-feira, dia 21 de julho. Eu realmente estava curioso sobre o filme, primeiro porque o estilo me agrada (ao mesmo tempo que me atemoriza), segundo porque eu já estava com três pedras na mão desde que comecei a ler as primeiras críticas, bem como as primeiras entrevistas do já citado Matheus Souza.

A verdade é que, apesar dos pesares (expressão que me desculpa de qualquer contradição óbvia e ainda me produz as possibilidades de arrependimento sobre o que vou escrever aqui), eu gostei do filme sim. É bom saber que parece haver espaço para filmes nacionais que mostram alguma coisa dentro da qual não precisa acontecer "algo chocante". O que quero dizer é que o mote inicial e central é mesmo o principal e segue intocado até o final, não há mistério a ser revelado, não há reviravolta, o que é dito no começo (aparentemente) se mantém, e ponto. Ponto no começo e ponto no final.

(Pare de ler agora se não quiser saber o que acontece no filme.)

O filme começa com a namorada chegando pro namorado (estudante de cinema na PUC, dentro da PUC) e dizendo taxativamente que em uma hora ela irá embora, de vez, pra sempre, rumo a um lugar jamais revelado, e concede ao menos a escolha de
a) passar a próxima hora fazendo muito sexo; ou
b) passar a próxima hora conversando e andando pela PUC.

O cara escolhe a segunda opção, o que me parece óbvio se o rapaz realmente não quer que a namorada saia da vida dele de vez e desapareça. E daí segue-se algo que me lembrou muito "Antes do Amanhecer" (roteirizado por Richard Linklater e Kim Kriza), pois há muita conversa, muita cumplicidade, a certeza de que ao fim vai haver uma separação que já foi preconizada e que a tristeza deste fato deve ser ofuscada sob o propositalmente (e quem não faria assim?) forçadíssimo e nervosíssimo senso de humor realizado através das piadinhas sóbrias, espirituosas e inteligentes, além das leves e constantes ofensas mútuas.

A verdade é que o filme me gerou uma imensa tristeza desde o primeiro minuto. Claro que ri com uma ou outra das piadas, isso se deu algumas vezes sim, e concordo plenamente que o Bulbassauro é o melhor Pokemon (isso é indiscutível), mas convenhamos, só um filme com muita projeção por parte de quem o escreveu colocaria um nerd com calvície e sem culhões como o ser amado por uma gata do calibre da Erika Mader. Dá licença, mas embora muito do que aconteça no filme seja identificável e o fim seja o que aconteceria mesmo (ponto para o roteiro!), não dá pra acreditar que aquele casal se fez. No entanto, dá pra acreditar na sua dissolução. O filme se chama ".apenas o fim.", se justifica por isso e merece, portanto, meu reconhecimento como honesto. É o filme de um estudante de cinema da PUC contando um momento "fatal" na vida de um estudante de cinema da PUC que não é ele mas é.

O foda é eu ter que admitir que sentir que muitos momentos do filme são previsíveis me coloca pelo menos como alguém irmanado com o autor da história, especialmente pelo fato de que eu disse à minha companhia "não levanta agora não, esse filme COM CERTEZA tem cena depois dos créditos". E tinha. E achei válida! Metalinguagem da hermenêutica que seja, me agradou sim ver a cena após os créditos...

Minha confissão é a de que senti um peso, uma tristeza danada durante o filme inteiro, do começo ao fim, então acho que gostei, por mais que tenha achado as falas muito forçadas, afinal são as sacadas da mente de uma única pessoa distribuídas nas vozes de dois personagens distintos (o mesmo erro que acomete quem escreve as novelas das sete). Minha acompanhante achou o filme uma comédia muito divertida. Acho que isso vai ser uma constante, esse fato de que mulheres e homens terão necessariamente opiniões opostas sobre o filme.

Parabéns ao Matheus Souza, que foi capaz de me fazer gastar uma hora e quarenta e cinco minutos escrevendo esse post sobre seu filme. Parabéns ao Gregorio Duvivier que não me desapontou na série "O Sistema", fazendo ponta em "A Mulher Invisível" e agora em ".apenas o fim.". E parabéns, mil parabéns aos pais da Erika Mader, que com certeza estavam muito inspirados na noite de sua concepção. Ela esteve perfeita no papel de "mulher-que-está-numa-boa-mas-do-nada-resolve-que-precisa-ir-embora-porque-não-está-satisfeita-com-as-coisas-como-estão-mesmo-que-esteja-tudo-legal-e-achando-que-não-vai-ficar-satisfeita-com-as-coisas-como-ficarão-e-fode-a-porra-toda-mesmo-assim-já-que-afinal-isso-não-faz-sentido-mas-foi-o-que-deu-na-telha-dela". Até me pergunto se ela de fato estava atuando ou apenas reproduzindo o usual.

Moral da história: quando você tiver a possibilidade de fazer um filme, não resista à tentação de desenvolvê-lo numa narrativa semi-autobiográfica cheia de meta-referências. Jogue nele todos seus desejos, depois jogue sobre isso todas as suas frustrações, então chame a Erika Mader e filme tudo. Como justificar tudo isso, aí não sei. Suspension of disbelief, talvez.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ente



Ente Ente Ente Ente Ente Ente Ente Ente Ente Ente...

É, é bem por aí mesmo.

sábado, 11 de julho de 2009

Elliott Smith - "Everything means nothing to me (Live)"


Essa música é muito foda, eu a tenho ouvido sem parar e queria coloca-la aqui.

Parafraseando meus DVDs do Ed Sullivan's, Elliott Smith é um dos meus eternos chart toppers pessoais. Não tinha como ser de outra forma.

Segue a letra abaixo para quem quiser acompanhar.

Someone found the future as a statue in a fountain
At attention, looking backward in a pool of water

Wishes with a blue songbird on his shoulder

Who keeps singing over everything

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me


I picked up the song and found my picture in the paper

The reflection in the water showed an iron man still trying to salute

People from a time when he was everything he's supposed to be

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

Everything means nothing to me

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Morreu



Como diria o caríssimo senhor mario elva, 2009 segue ferozmente ceifando o mundo da música. Dessa vez, foi-se (sem trocadilhos com o instrumento da Dona Morte) o tal do Michael Jackson, que aparece como um garoto espantosamente talentoso em meus DVDs do programa do Ed Sullivan, mas que recentemente (ou melhor, nas últimas décadas) só se destacava por sua bizarrice aguda. Aparentemente, foi uma parada cárdio-respiratória.

Hoje de manhã eu já tinha recebido a notícia da morte da Farrah Fawcett, vítima do câncer contra o qual lutava há 3 anos. Farrah ficou famosa fazendo uma das anjos do seriado Charlie's Angels, então fico mais tranquilo sabendo que ela já estava encaminhada para o paraíso desde 1976. Engraçado que, pouco antes de chegar ao trabalho hoje cedo, vendo uma mulher com cabelos escovados mas volumosos andando pelo Centro da cidade, me veio imediatamente a imagem da dona Fawcett. Não posso dizer que tenha pensado no Michael Jackson em qualquer hora do dia anterior ao Jornal Nacional, mas morte nunca é uma coisa bacana, então também lamento. Me resumirei a fazer piadinhas de humor duvidoso quando me der na telha, só isso.

Então, 2009, não tenho como impedi-lo de seguir devastando o cenário musical. Eu, mais uma vez parafraseando o BLOG-IS-DEAD, permaneço esperando que chegue a hora do babaca do Pete Doherty, mas agora penso que essa espera pode ser em vão. 2009 anda matando a galera da música, e se tem uma coisa que o tal Doherty nunca fez foi música. Vou torcer então, pelo menos, para que o Michael Jackson venha puxar o pé dele à noite.